Tormenta Steampunk

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013



Os dirigíveis atravessam o céu negrejado.
O Trem percorre trilhos enferrujados, abandonados.
Os ponteiros dos relógios já não correm mais.
As engrenagens emperraram
~ 
A caligrafia curvada do antigo pergaminho,
Evanesceram-se, ocultando as sábias palavras
As chaminés exalam a fumaça putrefata
Tornando o ambiente cada vez mais catastrófico
 ~
O estrangulador espartilho arranca o pouco de ar que a resta
Detalhados goggles protegem sua visão da fumaça fúnebre
A crinolina batalha bravamente para defender o espaço que a resta
Sombrinhas tornaram-se apenas detalhe estético
~ 
“Fogo nas caldeiras!” – Gritava o bravo capitão
Levando a amada tripulação a terras distantes
Longe do holocausto, para terras imaginárias
Aonde lutamos para desvendar mistérios de nossa própria história
~ 
A neve caia esbranquiçada
Os ponteiros voltaram a correr
O único vapor exalado,  era de nossa máquina
Percorrendo céus desconhecidos. A todo vapor


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